Tratamentos

Dr. Luís Antônio de Arruda Aidar

RONCO - APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO

A apneia é um distúrbio respiratório caracterizado pela interrupção temporária da respiração durante o sono. Apresenta múltiplas repercussões, quais sejam, orgânicas, as que incluem desde hipertensão arterial ou arritmias cardíacas e psicológicas. Parada cardiorrespiratória e acidente vascular cerebral (AVC) têm sido associados, freqüentemente, à apneia do sono. A obstrução das vias aéreas se agrava, na maioria dos casos, por fatores anatômicos locais. A esses fatores somam-se o colapso das paredes laterais da orofaringe, a queda da língua sobre o véu palatino e a faringe, e o fechamento concêntrico da hipofaringe durante o sono, diminuindo, ainda mais, a luz do espaço aéreo.

A apneia pode ser de três tipos


A obstrução à entrada do ar pode ser total-apneia, ou parcial-hipopneia. Convencionalmente, define-se apneia do sono como uma parada na ventilação, maior ou igual a 10 segundos de duração e a hipopneia, a parada de até 5 segundos. Ambas as condições são acompanhadas de dessaturação de oxigênio e culminam com um micro despertar eletroencefalográfico definido como “despertar breve”. O número de apneias adicionado às hiperpneias por hora de sono, denominado índice de distúrbio respiratório, é um indicativo seguro da severidade, ou não, do quadro. Essa doença acomete principalmente pacientes do gênero masculino, com idade entre 40 e 60 anos, o que compreende 82 a 95% dos casos. Tem como principais características clínicas a sonolência diurna excessiva, os roncos altos, a obesidade, despertares durante o sono, a dificuldade de concentração, a diminuição da libido, o sono não reparador, a irritabilidade, a taquicardia com cardiopatias associadas e a insônia. As alterações anatômicas freqüentemente relacionadas à apneia são a macroglossia, a deficiência mandibular e/ou o retrognatismo mandibular e alterações do palato mole. A apneia pode ser de três tipos:




Obstrutiva


Obstrutiva – decorrente de componentes obstrutivos das vias aéreas superiores – durante os episódios se produzem colapsos, que vão desde as fossas nasais até a porção inferior da hipofaringe, mais freqüentemente orofaringe e hipofaringe.




Central


Central – ausência total de fluxo aéreo buconasal e de esforço ventilatório, por inibição do centro respiratório.




Mista


Mista – nos casos onde há uma alternância de ambas.




Diagnóstico da Apneia do Sono


Muitas técn icas de imagem têm sido usadas para investigar a etiologia da apneia obstrutiva do sono, incluindo cefalometria, videofluoroscopia, tomografia e imagem por ressonância magnética. O método cefalométrico (bidimensional, simples e largamente estabelecido na especialidade de ortodontia) tem sido usado para avaliar as características crânio-faciais, vias aéreas superiores e fatores que possam predispor à apneia do sono. O exame diagnóstico com o paciente dormindo é a polissonografia noturna. Além dos parâmetros poligráficos habituais (eletroencefalograma, eletrooculograma, eletromiografia), devem-se incluir eletrocardiograma, termistores que determinarão o fluxo aéreo oronasal, cinturão torácico-abdominal, que marcará a presença ou ausência de esforço ventilatório, monitoração oximétrica e atividade eletromiográfica dos músculos tibiais anteriores para o registro de movimentos periódicos das pernas. O registro polissonográfico noturno permite avaliar:

  • Tipo, freqüência e duração das apneias e/ou hipopneias;
  • Características do ronco;
  • Grau de dessaturação de oxigênio;
  • Avaliação das arritmias cardíacas;
  • Fragmentação do sono;
  • Severidade de quadro.




A Tratamento da Apneia Obstrutiva do Sono


O tratamento da apneia obstrutiva do sono tem um grande impacto na qualidade de vida do paciente. Entre os tratamentos podemos citar o uso do cepap (fluxo contínuo de ar), o bipap (fluxo de ar inspiratório e expiratório), a cirurgia com avanço bimaxilar e os aparelhos orais. O Cirurgião-Dentista, especificamente o Ortodontista, tem um papel muito importante na terapia com aparelhos orais. Este método de tratamento tem provado, nos últimos 10 anos, ser efetivo para tratar pacientes com apneia do sono, reduzindo o índice de apneia e hipopneia, melhorando a saturação de oxigênio durante o sono, reduzindo o ronco, e, mais recentemente, reduzindo a pressão arterial. Embora a literatura tenha apresentado estudos mostrando a efetividade dos aparelhos orais, um trabalho recente mostrou que os efeitos crânio-faciais, após longo tempo do uso destes aparelhos, podem ter implicações clínicas. Com o uso de aparelhos de avanço mandibular com duração média de 7 anos, foram encontradas mudanças progressivas e significantes na dentição. Em razão de os aparelhos orais permanecerem por longo tempo no tratamento da apneia do sono, e as mudanças ocorrerem durante este período, o controle com radiografias cefalométricas, os modelos de estudo e as fotografias intraorais, antes e durante o tratamento, devem ser realizadas em todos os protocolos clínicos com este método de tratamento.





Referências Bibliográficas

Maciel R N, Miranda M. Distúrbios do sono. In: Maciel R N e colaboradores. ATM e Dores Craniofaciais – Fisiopatologia Básica. 1a ed. São Paulo:Livraria Santos Editora Ltda;2003.p.361-381.

Almeida FR, Lowe AA, Sung JO, Tsuiki S, Otsuka R. Long-term sequellae of oral appliance therapy in obstructive sleep apnea patients: Part 1. Cephalometric analysis. Am J Orthod Dentofacial Orthop 2006;129:195-204.

LUÍS ANTÔNIO DE ARRUDA AIDAR ORTODONTIA E ORTOPEDIA FACIAL

Diplomado pelo Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial (BBO)

 

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